Dado Carvalho, poeta sorocabano esteve presente na Semana Cultural Guiomar Camolesi na manhã de quarta-feira dia 16/10 quando foi entrevistado por uma equipe deste jornal. Na entrevista ele revela um pouco sobre sua vida de poeta.
Jornal Parafernália (JP): Quando e por que você decidiu escrever poemas?
Jornal Parafernália (JP): Quando e por que você decidiu escrever poemas?
Dado Carvalho (DC): Eu sempre gostei de poesia. Quando comecei a escrever poesia eu tinha 20 anos, foi em 1966, com todos aqueles erros de português, porque eu ainda não tinha evoluído no estudo. Hoje eu sou professor de Português, embora não lecione, mas eu tenho bem mais domínio da língua e é por gostar mesmo. Eu sempre gostei de poesia.
JP: O que te motiva a escrever?
DC- O que motiva a escrever? Tem motivo em tudo: no lixo, num pé de mesa, numa cadeira, numa escada molhada pela chuva... O poeta é como se fosse um fotógrafo: ele pega o flash, o instante e a partir dali coloca sua imaginação pra trabalhar..
JP: O que te inspira?
DC- O que inspira... De repente, é uma palavra... E vou desenvolver essa palavra. Uma vez eu encontrei no lixo um buquê de rosas ainda com as gotinhas e um cartão amassado. Alguém o havia recebido e jogado fora. Eu fiz um poema sobre isso [...] Então...por isso eu disse que o poeta é um fotógrafo: ele fotografa. De repente o fotógrafo acha em um vaso com uma planta meio seca, ajeita a câmera e faz uma obra de arte. O poeta faz a mesma coisa, só que um fotografa e o outro escreve, mas de qualquer forma, são dois registros líricos.
JP: Você tem alguma publicação em livros, internet?
DC- Eu só tenho um blog na internet: http://dadocarvalho63.wordpress.com/category/poesia/. Livro não publiquei nenhum até hoje, simplesmente por preguiça (risos) de correr atrás das coisas, mas, ainda vou publicar, mesmo porque, eu participo de um grupo de poetas chamado Coesão Poética http://coesaopoetica2011.blogspot.com.br/ em Sorocaba, um grupo grande e já estamos com o livro na editora, pra imprimir. Provavelmente vai sair agora no começo do ano. Eu tenho quatorze páginas nesse livro. É a minha primeira publicação, é coletiva, com todos os colegas, mas, meu mesmo eu não tenho”.
JP: Além de poesia, quais outros gêneros textuais você escreve?
DC- Eu escrevi durante 35 anos para teatro. Escrevi peças teatrais e montei todas. Acho que um total de 25, quase 30 peças. Só não é mais de trinta porque a gente não faz uma peça por ano. Às vezes, a gente fica até dois anos sem trabalhar. Eu resolvi escrever para teatro, porque eu tinha certa dificuldade para descrever ambientes e, no teatro, você escreve apenas um diálogo e o que era pra você descrever, você monta: "eu quero essa menina sentada com essa mão no rosto, olhando pro nada" e você constroi o que seria difícil descrever. Mas como eu abandonei o teatro no ano passado, por questões técnicas, eu escrevi já o meu primeiro livro e driblei a coisa, consegui arrumar um sistema de escrever, no meu estilo próprio, só que esse livro está pronto e ainda não editei, é um romance, com o título “Somos Todos os Animais.
Por:
Jenifer Laine de
Proença
Fernanda Cavelagna
Gabriel Passos de
Jesus

Muito obrigado aos alunos, à professora Leila Lima e à Biblioteca Kairós, que me convidaram a participar desse evento. Muito bom saber que há jovens interessados em cultura e arte, principalmente na poesia. Dado Carvalho.
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